domingo, 19 de dezembro de 2021

As crises e o momento certo da ruptura de São Paulo com o Brasil

19/02/2016

JÚLIO BUENO

No último texto que escrevi (disponível aqui https://movimentomspi.blogspot.com/2021/12/por-que-os-separatistas-devem-apoiar.html) onde discorro sobre o por que os separatistas devem apoiar a saída de Dilma Rousseff, como uma maneira clara de se evitar um momento de crise maior onde, mais uma vez o único prejudicado seria São Paulo, redarguiram-me dizendo que é justamente no momento de crise a hora que São Paulo deveria aproveitar para seceder-se do Brasil.

Confesso que eu esperava que a leitura trouxesse menos interpretações simplistas e não contextualizadas, porém, busco sempre responder cordialmente aos questionamentos como uma forma de poder esclarecer sempre mais os nossos adeptos, evitando que caiam em especulações sem sentido e sem amparo lógico e prático. Aliás, é essa a função do professor.

A causa pode ver mais uma vez, em 2014, um momento de franco crescimento e expansão consolidada. Aqueles que militam já há mais tempo tem consciência disso, de que a cada dois anos, justamente quando temos eleições no Brasil, podemos ver se repetir esse ciclo de crescimento de pessoas que mostram interesse em apoiar de algum modo o separatismo paulista.

Esse aumento de interesse na secessão que se dá no período eleitoral está ligado, justamente, com as frustrações que o modelo político que o país segue provoca em parte da população, sempre cansada de ter que votar em políticos corruptos, clientelistas, patrimonialistas e, além de tudo, que não defendem os interesses de São Paulo e de nosso povo. Quando há essa frustração a causa cresce e também é conhecido que eleições são momentos de transição, logo, espaços de rompimento controlado pelas instituições e pela própria dinâmica do regime democrático.

Fica patente que a causa cresce nesses períodos, porém, hoje o momento que nos interessa é o de rompimentos dentro da continuidade. A continuidade é a manutenção do sistema representativo, a manutenção dos direitos e garantias constitucionais, das liberdades civis, do sistema judiciário independente, ou seja, das instituições que garantem o estado democrático de direito. O rompimento adequado a nós, hoje, é aquele que se dá dentro dos marcos democráticos, ou seja, nas eleições.

No momento não nos deve interessar uma crise insolúvel, um impasse intransponível, pois a ideia da secessão não dispõe ainda de força, capilaridade e apoio popular em todos os setores da nossa sociedade para levar adiante um rompimento definitivo. Também nossa população não tem o preparo psicológico para entender e mesmo aceitar o rompimento decisivo, a secessão.

Há que se construir, portanto, as condições históricas materiais, necessárias para que o a secessão seja a única alternativa política para São Paulo, logo, a sua única saída. Sem essa preparação, estaremos ajudando a criar um caos que não será benéfico aos Paulistas, que já tratei no texto anterior.

A ideia da secessão gradual é o caminho, apoiada em uma constante mudança na consciência da população do estado, com a eleição de elementos oriundos da própria causa paulista, que vão fazer com que as condições legais sejam mais amigáveis ao separatismo, ao mesmo tempo em que abrirão portas para a ocupação de espaços, na mídia, nas universidades, na cultura, na sociedade, criando assim o cenário favorável e apropriado para o rompimento definitivo.

Como a frase de Goethe, que virou chavão diz, oportunamente: "É urgente ter paciência"! Hoje o momento é o de não andar mais do que se pode aguentar, pois isso gerará, certamente, um desgaste desnecessário para o movimento e para a causa. As coisas primeiras primeiro! Estudo, divulgação, formação de pessoal e de líderes, trabalho de mídia e de criação de conteúdo, candidaturas (estão em andamento na Frente Bandeirante - leia aqui http://www.saopauloindependente.org/blog/frente-bandeirante) e consolidação do que já avançamos. No caminho da moderação São Paulo avança rumo a secessão!

​*Fundador do MSPI

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